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Big Fish


REVIEW

“Alguns peixes não podem ser fisgados. Não porque são mais fortes ou mais velozes que outros peixes. Eles são apenas dotados de algo extra.”

A vida pode ser um conto de fadas. Basta pessimismo para encarar os fatos que constroem nossa vida da forma certa, ou errada. Não existe fato ou ficção, existe apenas a forma como você escolhe ver o mundo. A vida pode parecer
entediante, mas se contada da forma certa, é como uma piada que nunca perde a graça.

“Big Fish” é a história mais fictícia e mais perto da realidade que alguém já sonhou escrever. O filme retrata a vida de um homem que jamais morreu nas mentes de quem ouviu suas histórias, Edward Bloom. Desde gigantes, siameses, até bruxas, o filme conta com um toque sulista gótico aventuras verídicas e inimagináveis de um simples homem que percorreu o mundo deixando rastros de sua passagem e levando pedaços em forma de histórias.

Escrito por Daniel Wallace, o livro “Big Fish” serviu de inspiração para o filme, com o mesmo nome. Toda a fantasia comédia dramática foi dirigida pelo famoso Tim Burton, estrelando atores como Albert Finney, Ewan McGregor, Billy Crudup e Jessica Lange.

“Você não sabe para onde o filme está indo. Os flashes da imaginação aparecem e o farão se sentir bem. Acho que no final do filme você sente como ‘Bom, irei falar com meu pai ou meu filho mais. Preciso disso’. E você realmente fala, então é uma boa coisa. A coisa que rola entre pais e filhos – eu não sei entre filhas e mães, é muito complicado – mas entre pais e filhos, se você pode se abrir um pouco, então será bom.”

Albert Finney

O tema abordado pelo filme é de reconciliação entre pai e filho. Na história, um procura entender o outro. A mensagem apresentada é em relação ao julgamento, recíproco, feito de pai para filho; filho para pai. Esse mesmo assunto teve uma importância especial para Burton, já que seu pai morreu em 2000 e sua mãe em 2001, um mês depois que ele assinou o contrato para dirigir o filme.

“Big Fish” foi filmado no Alabama em uma série de vinhetas de contos de fada em um tom gótico do Sul. O filme recebeu diversas nomeações em diversas categorias, incluindo quatro no Globo de Ouro, sete nomeações ao British Academy of Filme and Television Arts, duas ao Satum Awards e até uma nomeação ao Oscar e ao Grammy.
Por enredo ou por nível técnico, o filme é uma inspiração a almas de todas as idades. Foi escrito com sutileza para ser uma viagem fantástica e dirigido com eficácia para agradar aos olhos e os ouvidos.

SINOPSE

Edward Bloom, um grande contador de história. Quando jovem, Edward viveu as maiores aventuras da vida de um homem. Em sua pequena cidade-natal, Ashton – Alabama, Edward era o maioral, fazia grande feitos e com sua simpatia conquistava todos os moradores. Mas Ashton era como uma lagoa, e Ed precisava estar no mar, era peixe grande. O jovem sai em busca de aventuras, e pelo caminho faz amigos e histórias, conhece o verdadeiro amor.

Já velho, a diversão predileta de Edward é contar suas aventuras, mesclando realidade com fantasia. Will, filho de Edward, ouviu as histórias desde criança e com o passar do tempo percebe que as histórias do pai eram impossíveis e perde a fé, acreditando que ele seja apenas um contador de histórias, mentiroso. As histórias de Edward fascinam a todos, agora com exceção de Will.

“Quando eu li o roteiro, pensei que era um presente. É escrito tão graciosamente. O livro está cheio de ideias, mas John August realmente pegou o livro e o fez mais completo. Pensei que era um presente. Eu também pensei que seria o perfeito casamento entre o diretor e o escritor. Mas então eu vi aquilo, pensei nele mais como algo cheio de promessas. Mas sou tendenciosa… comecei a chorar nos créditos de abertura. Era algo bem complicado de se navegar também. Você tem todas essas histórias e personagens, mas ainda tem a idéia principal. Ele preencheu isso com muito coração. Há um enorme coração batendo no centro da história.”

Helena Bonham Carter

DESENVOLVIMENTO

Por volta de seis meses antes de ser publicado, o roteirista John August leu o manuscrito de “Big Fish: A Novel of Mythic Proportions” (1998) do autor Daniel Wallace. August leu o romance não publicado depois da morte de seu pai. Em Setembro de 1998, August convenceu a Columbia Pictures a comprar os direitos do filme. August trabalhou duro para transformar o livro episódico em um coesivo para o cinema, decidindo por vários narradores no script. Em agosto de 2000, os produtores Bruce Cohen e Dan Jinks começaram a discussão para Steven Spielberg dirigir o filme. Spielberg planejou ter o co-financiamento da DreamWorks e distribuir Big Fish com a Columbia começando com as filmagens no fim de 2001, depois de completar “Minority Report” (2002).

Spielberg cotou Jack Nicholson para o papel de Edward Bloom e no caminho, August compôs dois projetos adicionais para o papel de Nicholson.

“Havia esse pensamento de que não havia o suficiente para Jack Nicholson fazer no filme então construímos seqüências. Pedaços foram movidos, mas não teve muita coisa nova criada. Acabou sendo um bom exercício intelectual na minha explicação, defendendo e reanalisando os pedaços da história”, disse August.

Spielberg eventualmente abandonou Big Fish quando se distraiu com “Catch me If You Can” (2002), levando junto a participação da DreamWorks.

Com Spielberg fora do filme, August, trabalhando com Jinks e Cohen, considerou Stephen Daldry um diretor com potencial.

“Uma vez que Steven decidiu que não faria, nós colocamos o script do modo que estava”, diz Jinks. “Steven até disse ‘Acho que fiz um erro com algumas coisas e sugiro que vocês tentem’”

August pegou seus elementos favoritos dos rascunhos anteriores e veio como que chamou de ‘o melhor do scrip de Big Fish’. Na época que abordaram Tim Burton, o script estava na melhor forma que poderia.

Seguindo a produção de “Planet of the Apes” (2001), o diretor queria voltar a fazer um filme menor. Burton aproveitou o script, sentindo que aquela foi à primeira história que ele foi oferecido desde “Beetlejuice” (1988). Burton também encontrou na história uma combinação de drama emocional com histórias exageradas, o que o permitiu contar várias histórias de diferentes gêneros. Ele assinou para dirigir em Abril de 2000 e Richard D. Zanuck, que trabalhou com Burton em “Planet of the Apes” assinou como produtor. Zanuck também teve uma relação difícil com seu pai, Darryl F. Zanuck, que uma vez o demitiu de uma produção na Fox.

ELENCO

Para o papel de Edward Bloom, Burton falou com Jack Nicholson, a escolha inicial de Spielberg para o personagem. Burton havia trabalhado com Nicholson em “Batman” (1989) e “Mars Attacks!” (1996). Para descrever Nicholson como o jovem Bloom, Burton pretendia usar uma combinação de imagens geradas por computador e maquiagem. O diretor então decidiu procurar por dois atores em questão. Jinks e Cohen, que estavam então trabalhando com Ewan McGregor em “Down with Love” (2003), sugeriram que Burton escalasse tanto McGregor quanto Albert Finney para Edward. Mais tarde Burton comparou o estilo de atuação de McGregor com o colega Johnny Depp. Assistindo a performance de Finney em “Tom Jones” (1963), Burton o achou similar a McGregor e coincidentemente um artigo da revista People comparando os dois. McGregor, sendo escocês, achou mais fácil se apresentar com um sotaque do sul dos Estados Unidos.

“É muito mais fácil fazer um sulista do que o sotaque padrão dos Estados Unidos porque você realmente pode ouvi-lo. Você pode usar seu dente nisso. O americano padrão é muito mais difícil porque é mais cantado.”

Ewan Mcgregor

A mesma dupla de atuação escolhida para o papel de esposa de Bloom, Sandra, que seria interpretada por Jessica Lange e Alison Lohman. Burton comentou que estava impressionado com a atuação de Lohman em “White Oleander” (2002). A namorada de Burton, Helena Bonham Carter, também foi escalada para dois papeis. Sua maquiagem para a bruxa levava por volta de 5 horas para ser aplicada. “Eu também estava grávida durante o filme, então foi estranho ser uma bruxa grávida.” refletiu a atriz, “Eu tinha enjôos, então toda aquela maquiagem… era horrível.”

Burton personalizou o filme com várias cenas. Enquanto filmava no Alabama, a equipe encontrou Billy Redden. Redden estava trabalhando como sócio de um restaurante em Clayton, Georgia, e concordou em reprisar seu papel em Spectre. Assim que Edward Bloom primeiro entra na cidade, Redden pode ser visto em um patamar arrancando algumas notas de “Dueling Banjos”. Burton ficou encantado com o resultado: “Se você está assistindo o filme e não reconhece à solitária, enigmática figura no patamar, tudo bem. Mas se você faz isso, bom me faz tão feliz vê-lo e acho que outras pessoas se sentirão do mesmo jeito.” O autor original de “Big Fish”, Daniel Wallace, faz uma pequena aparição como professor de economia de Sandra na cena “Courtship of Sandra Templeton”.

FILMAGENS

Burton planejou o início das filmagens para Outubro de 2002, mas as filmagens principais no Alabama não começaram até dia 13 de Janeiro de 2003. Fora as filmagens por uma semana em maio, “Big Fish” foi filmado o tempo todo no Alabama, mais em Montgomery e Wetumpka. Uma pequena parcela de filmagens também foi feita em Tallassee e no campus da faculdade de Huntingdon. As filmagens principais no Alabama duraram até a primeira semana de abril e estima-se que gerou por volta de 25 milhões de dólares para a economia local.

Burton filmou todas as cenas dramáticas do hospital e a maioria envolvendo Finney, antes de mudar para a seção da vida de Bloom. Apesar de McGregor estar no site desde o início das filmagens, Burton escolheu filmar as cenas de Finney primeiro. A cidade do Alabama proporcionou um revés no set devido a problemas com o tempo. Durante a produção das cenas do Circo Calloway, um alerta de tornado foi um problema e inundou o set, interrompendo as filmagens por semanas. Apesar dos atrasos causados pelo tempo, Burton pôde entregar o filme à tempo e dentro do orçamento.

O diretor tentou usar o maior número de efeitos digitais possíveis. No entanto, por ele querer evocar uma fantasia gótica sulista para “Big Fish”, técnicas de graduação de cores foram aplicadas pela Sony Pictures Imageworks. Os estúdios Stan Winston fizeram o design da maquiagem de Helena Bonham Carter. As cenas com o Karl, o Gigante, eram feitas usando uma perspectiva forçada nas filmagens.

MÚSICA

chamou Pearl Jam durante a pós-produção para selecionar uma trilha e a finalização com os créditos. Depois de exibir um pedaço do filme, o vocalista da banda, Eddie Vedder, foi para casa e escreveu “Man of the Hour”, completando o demo no dia seguinte. Foi gravado pela banda quatro dias depois.

“Nós ficamos tão encantados com o filme. Eddie e eu estávamos falando disso e depois ficamos com água nos olhos. Nós estávamos emocionalmente mexidos pela imaginação e humanidade do filme.”

Mike McCready, guitarrista da banda Pearl Jam

LANÇAMENTO

A Columbia Pictures planejou lançar o filme nos Estados Unidos dia 26 de Novembro de 2003, antes de adiar para 10 de Dezembro, por um lançamento limitado. O filme teve sua premiere dia 4 de Dezembro de 2003 no Hammerstein Ballroom em Manhattan. A estréia nacional nos Estados Unidos veio dia 9 de Janeiro de 2004, com o filme sendo exibido em 2.406 cinemas e arrecadando 13 milhões de dólares no fim de semana de abertura. O filme ficou com um total de 66 milhões de dólares nos Estados Unidos e 56 milhões em países estrangeiros, com um total de 122 milhões no mundo todo.

O primeiro DVD foi lançado dia 27 de Abril de 2004 e o segundo dia 7 de Junho. O DVD conta com um comentário em áudio de Burton, sete especiais e um quis. Uma edição especial foi lançada dia 1º de Novembro de 2005, com um livro de capa dura de 24 páginas, intitulado “Fairy Tale for a Grown Up”. O filme foi lançado em Blu-Ray dia 20 de Março de 2007.

CRÍTICAS

Baseado em 210 críticas coletadas pela Rotten Tomatoes, 77% dos críticos aprovaram Big Fish. O filme era mais balanceado com a enquete “Top Critics”, recebendo 64% de aprovação.
Observações modelaram o filme depois de “Forest Gump”. “Big Fish se torna um pitoresco gótico sulita que te deixa de olhos abertos, em que um toque lunático de desenvolvimento se torna mais encantador que o último”, diz Owen Gleiberman do Entertainmente Weekly, “É como um Forrest Gump sem o tema político.”
Peter Travers da Rolling Stone elogiou a direção de Burton, sentindo como a celebração da arte de contar histórias e um tocante drama entre pai e filho.

Mike Clark do USA Today comentou que ficou fascinado pela escolha do elenco. “Igualmente brilhante é Alison Lohman, a evolução do personagem para uma mulher mais velha. É uma metamorfose nunca feita na história da exibição.” O crítico da internet James Bernardinelli achou a abordagem do conto de fadas remanescente do “The Princess Bride” (1987) e dos filme de Terry Gilliam. “Big Fish é inteligente, fantasioso que tem como alvo a criança dentro de cada adulto sem insultar a inteligência de nenhum.” Robert Ebert preferiu por uma crítica negativa dizendo “não há como negar que Will tem um ponto: o velho homem é um fanfarrão. Há um ponto em que suas histórias param de entreter e viram sadismo.”
Richart Corliss, da revista Time, ficou desapontado, achando a reconciliação da relação de pai de filho muito dramática e cliché. “Você voltar a ‘The Boy Who Cried Worlf?’ Edwards Bloom é o homem que chorou peixe.” Big Fish ficou no lugar #85 na Slant Magazine dos Melhor Filmes dos anos 2000.

PRÊMIOS

“Big Fish” recebeu mais nomeações no Golden Globe Awards sem ganhar nada, incluindo Melhor Filme (Musical ou Comédia), Melhor Ator Coadjuvante (Finney), Melhor Trilha Sonora Original e Melhor Música de Trilha Sonora (“Mano of the Hour”).

No British Academy Film Awards, o filme recebeu sete nomeações da Academia Britânica de Filme e Televisão, incluindo Melhor Filme, Melhor Direção (Tim Burton), Melhor Adaptação (John August), Melhor Ator Coadjuvante (Albert Finney), Melhor Design de Produção (Dennis Gassner), Melhores Efeitos Visuais (Kevin Scott Mack, Seth Maury, Lindsay MacGowan, Paddy Eason) e também Melhor Cabelo e Maquiagem (Jean Ann Black e Paul LeBlanc).
Finney recebeu outra nomeação como Melhor Ator no Staum Awards, onde o filme foi nomeado à Melhor Filme de Fantasia. No Academy Awards (Oscar), Danny Elfam foi nomeado por Melhor Trilha Sonora Original. Em 2005, Elfman recebeu a nomeação pelo Grammy Awards por Melhor Trilha Sonora Original também.